sexta-feira, maio 11, 2007

EM QUE É QUE FICÁMOS?

De acrodo com notícias divulgadas hoje, pelo DN, a sede de candidatura do Prof. Aníbal Cavaco Silva, em Oliveira de Azemeis, pretence a um Corrupto, que está preso no Brasil, no âmbito da "OPERAÇÃO FURACÃO". Mas, o que mais espanta, é o facto de um dos responsáveis desta candidatura, dizer que pensava que este espaço pertencia, a um dirigente do PS, daquela localidade. Bom, das duas uma, ou o PSD e o PS, são a mesma coisa, e por isso encetaram um complô contra aquele que deveria ser o candidato forte da esquerda liberal (Já não existe), ao não apoiarem a candidatura do Manuel Alegre, preterido em função de um (Mário Soares) que já se sabia que ia perder, para dar lugar ao Cavaco, ou, as panelinhas entre estes crápulas corruptos, ainda é maior do que eu pensava. Mas fica aqui o excerto da notícia divulgada hoje:


"Sede concelhia de Cavaco foi cedida por português preso no Brasil A candidatura de Cavaco Silva às presidenciais de 2005 utilizou, em Oliveira de Azeméis, instalações cedidas por Licínio Bastos, empresário detido no Brasil no âmbito da "Operação Furacão".Situado em pleno centro da cidade de Oliveira de Azeméis, o espaço que serviu de sede à candidatura de Cavaco Silva foi cedido "a título gratuito" por Aníbal Araújo, responsável pela gestão do imóvel, de acordo com uma declaração do próprio empresário, a que a Lusa teve acesso. António Nogueira Leite, o mandatário distrital da candidatura de Cavaco Silva, inaugurou a sede do Edifício Camões, numa cerimónia em que o próprio Aníbal Araújo marcou presença. Em Junho de 2006, Cavaco Silva condecorou-o com a Ordem do Infante D. Henrique. Licínio Bastos está envolvido no processo brasileiro designado por "Máfia das Sentenças", que levou à prisão vários juízes, advogados e empresários, entre os quais outro português, Laurentino dos Santos, por alegadamente negociarem sentenças em benefício do funcionamento de casas de jogo no Brasil. O empresário foi indigitado para cônsul honorário de Portugal em Cabo Frio, mas a sua nomeação acabou por ser suspensa."

Bom, neste caso, costuma-se dizer, onde há fumo, há fogo... ou será que, só por ser o Aníbal, está acima de qualquer suspeita?


E em que é que ficámos? HEIN?

quinta-feira, março 08, 2007

Criancinhas


A criancinha quer Playstation. A gente dá.

A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.

A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.


A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.


A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.


A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.


A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.


Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.


Desperta.


É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.


A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.


A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.


A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».


Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal. Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».


A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».


Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha? Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.


Artigo na Visão online!

terça-feira, fevereiro 27, 2007

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Adeus á carne (carnevale)


O médico e cientista Sueco Jacobson afirma que não existe rotura alguma entre a vida e a morte, porque no momento da grande passagem, instaura-se imediatamente a continuidade da vida, ficando o defunto com a sensação de que se salvou do acidente, da doença ou daquilo que o fez falecer. Quantos de nós já não morreram e enquanto as nossas famílias nos choram, na outra dimensão, cá continuamos depois daquele susto, daquela ultrapassagem mal calculada. Nem depois de morrer nos safaremos das dívidas!...
A vida (ou a alma) pesa, segundo o cientista, 21 gramas é a diferença de peso entre um vivo e um morto. Tem sempre o mesmo peso quer se trate dum magricela ou dum anafado senhor, daqui resulta a igualdade perante a morte. Quanto ao corpo inanimado dum indivíduo que pese 70 kg tem: uma quantidade de água suficiente para lavar duas camisas, ferro suficiente para fazer um prego dos grandes, cal bastante para caiar a casota de um cão pequeno e uma quantidade de enxofre que daria para matar as pulgas desse cão. Tudo isto valeria pouco mais de 1 Euro.
Como ficou provado que ao morrer não te livras das dívidas e o teu corpo não vale mais de um Euro, o melhor é aproveitar ao máximo as 21 gramas que tens ainda e GOZA O CARNAVAL.

sábado, fevereiro 03, 2007

Portogaliza...


Temos de deixar de olhar para baixo, e reparar que a Galiza será a alternativa para a área metropolitana do Porto e Norte de Portugal. Abandonar o bairrismo exacerbado, ignorar o centralismo da capital e os seus governantes com discursos doutorados que nos olham com desdém e de sorriso sarcástico nos lábios, como quem olha para um parvo que disse algo acertivo.
O governo quer pôr mão na Metro do Porto congelou os fundos comunitários para o términos da linha de Gondomar e Boavista, mas deixa que o metropolitano da capital dê prejuízo de 440 mil euros por dia 160 milhões de euros por cada exercício de actividade com um passivo de 3.300 milhões de euros, 2.2% do PIB nacional o custo total da implementação do Metro do Porto. O aeroporto da OTA e o TGV Lisboa Madrid vêm apimentar mais os números.
Com o alto desemprego no vale do Ave, Guimarães e as zonas periféricas de Traz os Montes e Alto Douro, o Norte de Portugal só é lembrado nas campanhas eleitorais. Qualquer profissional desta zona de Portugal ganha menos 10% que um da grande Lisboa. A maioria das empresas com armazéns no norte, a sua frota é comprada aos concessionários da capital, o imposto municipal de circulação é lá pago e as sedes como também são localizadas em Lisboa, os nossos impostos e a nossa produtividade são lá contabilizados!
Devido a estas e outras circunstâncias as pessoas do Norte são tratadas como parvos e postas em causa devido ao seu discurso corrosivo, que toca nas feridas do país, dou o exemplo de alguns notáveis: Fernando Gomes, Narciso Miranda, Luís Filipe Menezes, Mário de Almeida, Major Valentim Loureiro, Pinto da Costa, etc.
Em suma como homem do Norte tenho também a minha opinião que causa desconforto, mas aqui vai. O Lisboeta é um presunçoso que se acha mais inteligente que os outros, trata o Algarvio como seu criado, o Alentejano como ignorante e o Nortenho como o burro que trabalha para o seu conforto. A preguiça e os copos na noite são o seu forte, é viciado em gastar dinheiro, pois não lhe custa a ganhar, a família é só para pedir dias quando o puto está doente. E não podia falar nesta dicotomia sem aflorar o futebol, aí é ainda mais gritante, e eu não posso ser suspeito devido á minha simpatia clubista, o jogador quando chega ao Benfica pensa: “ora aqui é que se está bem já não é preciso provar nada”. Os clubes do Sul são o espelho das suas gentes calaceiros, vedetas, intocáveis qualquer treinador não tem futuro e não dura muito nestes clubes.

A Galiza sempre nos tratou de igual para igual, somos terra a terra temos as mesmas preocupações ambos trocamos os Vês pelos Bês, e acima de tudo mantemos o núcleo familiar unido, ainda vivemos para o nosso trabalho e para a família. Portugal está a deixar fugir entre os dedos os grãos de ouro e no fim ficará com as pedras bem falantes e idiotas.
"Ó Rosa tu não cumprendes!"

domingo, janeiro 07, 2007

CARTA ABERTA AO BANCO


Esta carta foi direccionada ao Banco BES, porém devido à criatividade com que foi redigida, deveria ser enviada a todas as instituições financeiras o que acham?

Exmos Senhores Administradores do BES

Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina da v/. rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da tabacaria, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.
Funcionaria desta forma: todos os meses os senhores e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, farmácia, mecânico, tabacaria, frutaria, etc.). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao utilizador. Serviria apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade ou para amortizar investimentos. Por qualquer produto adquirido (um pão, um remédio, uns litros de combustível, etc.) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até ligeiramente acima do preço de mercado.
Que tal?
Pois, ontem saí do meu BES com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade.
A minha certeza deriva de um raciocínio simples.
Vamos imaginar a seguinte situação: eu vou à padaria para comprar um pão. O padeiro atende-me muito gentilmente, vende o pão e cobra o serviço de embrulhar ou ensacar o pão, assim como, todo e qualquer outro serviço. Além disso, impõe-me taxas. Uma "taxa de acesso ao pão", outra "taxa por guardar pão quente" e ainda uma "taxa de abertura da padaria".
Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.
Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo no meu Banco.
Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto do negócio bancário. Os senhores cobraram-me preços de mercado. Assim como o padeiro cobra-me o preço de mercado pelo pão.
Entretanto, de forma diferente do padeiro, os senhores não se satisfazem cobrando-me apenas pelo produto que adquiri.
Para ter acesso ao produto do v/. negócio, os senhores cobraram-me uma "taxa de abertura de crédito" - equivalente àquela hipotética "taxa de acesso ao pão", que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar.
Não satisfeitos, para ter acesso ao pão, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente no v/. Banco. Para que isso fosse possível, os senhores cobraram-me uma "taxa de abertura de conta".
Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa "taxa de abertura de conta" se assemelharia a uma "taxa de abertura da padaria", pois, só é possível fazer negócios com o padeiro, depois de abrir a padaria.
Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como "Papagaios". Para gerir o "papagaio", alguns gerentes sem escrúpulos cobravam "por fora", o que era devido. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu antecipar-se aos gerentes sem escrúpulos.
Agora ao contrário de "por fora" temos muitos "por dentro".
Pedi um extracto da minha conta - um único extracto no mês - os senhores cobraram-me uma taxa de 1 EUR.
Olhando o extracto, descobri uma outra taxa de 5 EUR "para a manutenção da conta" - semelhante àquela "taxa pela existência da padaria na esquina da rua".
A surpresa não acabou: descobri outra taxa de 25 EUR a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros mais altos do mundo. Semelhante àquela "taxa por guardar o pão quente".
Mas, os senhores são insaciáveis.
A prestável funcionária que me atendeu, entregou-me um desdobrável onde sou informado que me cobrarão taxas por todo e qualquer movimento que eu fizer.
Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores se devem ter esquecido de cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações do v/. Banco.
Por favor, esclareçam-me uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?
Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que a v/. responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências legais, que os riscos do negócio são muito elevados, etc, etc, etc. e que apesar de lamentarem muito e nada poderem fazer, tudo o que estão a cobrar está devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco de Portugal.
Sei disso.
Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem o v/. negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados.
Sei que são legais.
Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam protegidos pelas leis, tais taxas são uma imoralidade. O cartel algum dia vai acabar e cá estaremos depois para cobrar da mesma forma.
--
Vítor Pinheiro
"Ó Rosa tu não cumprendes!"

sábado, dezembro 30, 2006

Execução de Saddam


Saddam foi enforcado hoje...

Porquê logo hoje se a sentença poderia ser aplicada até 28 de Janeiro?

Celebra-se hoje a Eid-al-Adha, ou a festa do sacrifício. Representa o sacrifício que Abraão estava disposto a fazer para mostrar o seu amor por Deus ao matar o próprio filho.
Certamente que era um homem vil que prejudicou e mandou executar muitas pessoas mas...
O sr. Bush invadiu um país a pretexto de eliminar as armas de destruição maciça e terminar com as mortes, falhou redondamente. Não acabou com as armas porque elas não existiam e com as mortes é o que se vê...
Hoje G. Bush deu o golpe de misericórdia á sua credibilidade aprisionou um homem julgou-o com leis que não são as de um país democrático e entregou-o á pena capital, MORTE (aquilo que foi um dos seus propósitos para a invasão)
Que óptima prenda de Natal.
(atrasada...)

"Ó Rosa tu não cumprendes!"

terça-feira, dezembro 26, 2006

ESTRADAS NEGRAS, MUITO NEGRAS...



Ainda a quadra não acabou, e nas últimas horas, registaram-se menos acidentes, mas com mais mortos, para já, face ao ano anterior. Nunca é demais lembrar, que a estrada, e seus utilizadores, fazem das cenas mais tristes que o ser humano conhece pois perdem-se, pais, filhos, netos, avós, primos, etc. Mas ainda esta provisória contabilidade trágica não estava feita, já havia indicadores do ACP, que indicavam que este ano seria um ano de menos acidentes. Não pelas medidas implementadas pelo governo (ZERO), mas pela recessão económica que o país atravessa, quem o diz é o director da PRP (Prevenção Rodoviária Portuguesa). Todos os anos por esta altura, e outras de grande festim, acumulam-se as manobras perigosas, a condução sob o efeito do álcool, o excesso de velocidade, aliados ás más condições climatéricas (gelo, chuva e nevoeiro), e somam vítimas mês após mês e ano após ano, numa contabilidade necrológica.

Ora quando o Governo, quer chamar a si os louros de menos acidentes, devia pensar bem antes de dizer qualquer coisa, já que um dos cortes mais feroz no OE deste ano foi sem dúvida a fatia da PRP, que não teve dinheiro para nenhuma campanha de sensibilização junto dos condutores. Também é certo e sabido que 90% dos acidentes se deve à falta de civismo dos condutores e à fraca instrução dos mesmos, já a última (a instrução) devia ser fortemente provida de centros que prestassem um serviço de educação capaz de fazer face as exigências de hoje em dia, e dou exemplos:
  1. Criação de parques próprios, onde os instruendos da condução pudessem aperfeiçoar, as técnicas de condução, e a condução defensiva, dotando este centros de condições atmosféricas simuladas como já acontece em vários países industrializados.
  2. Educação cívica, legislação, e mecânica, de carácter teórico mas aliados à prática.
  3. Reciclagem de 5 em 5 anos, para cidadãos encartados, fornecendo-lhes dados estatísticos dos acidentes, sua gravidade, consequências e causas. Passando por partes práticas de condução em condições atmosféricas adversas.
São sem dúvida só 3 pontos como exemplo, mas acho que com estas medidas o estado, estariam a ser criados mecanismos de defesa da vida humana, e a fomentar a educação cívica, pois é uma autêntica guerra o que muitos condutores, que sendo excelentes pessoas fora de um carro, entrando dentro deste, ao volante, transformam-se em autênticos BICHOS, que nem num Zoológico com falta de animais os aceitariam com receio da própria vida dos restantes inquilinos.

Como cidadão, como utilizador das estradas portuguesas, mas principalmente como Pai, marido e ser Humano, apelo a todos os governantes que ponham a mão na consciência e digam:

BASTA DE MORTES NAS ESTRADAS!

sábado, dezembro 23, 2006

A CRISE!



É deveras impressionante, num país que se diz em CRISE, com MILHARES desempregados (mais de 500 mil), com pessoas (cerca de 2 milhões) a viver com menos de 2 EUROS por dia, com as reformas baixíssimas, com o salário mínimo de 385€/mês, as notícias dão conta de que se gastam 6 milhões de € por hora em compras nas lojas, isto dados da UNICRE, compras essas na sua maioria sem dar descanso ás máquinas MB e aos seus terminais, sim senhor, e isto, muito devido ao facto, do apelo desenfreado, nesta época, ao consumo e ao crédito fácil.

O PAÍS ESTÁ DE FACTO EM CRISE, MAS SÓ PARA ALGUNS...

ENQUANTO UNS COMPRAM, COMPRAM, OUTROS HÁ, QUE NEM UM SÍTIO SEQUER TEM ONDE PERNOITAR, NA NOITE QUE DEVERIA SER DE AMOR, PAZ, ALEGRIA A FRATERNIDADE, E OUTROS AINDA QUE NADA TEM QUE COLOCAR SOBRE A MESA NESTA LINDA NOITE.

DA QUE PENSAR NÃO DÁ?

"Ó Rosa tu não cumprendes!"

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Bom Português


"O jogador da equipa visitada, Micolli, desmandou-se em velocidade tentando desobstruir-se no intuito de desfeitear o guarda-redes visitante. Um adversário à ilharga procurou desisolá-lo, desacelerando-o com auxílio à utilização indevida dos membros superiores, o que conseguiu. O jogador Micolli procurou destravar-se com recurso a movimentos tendentes à prosecução de uma situação de desaperto mas o adversário não o desagarrava. Quando finalmente atingiu o desimpedimento desenlargando-se, destemperou-se e tentou tirar desforço, amandando-lhe o membro superior direito à zona do externo, felizmente desacertando-lhe. Derivado a esta atitude, demonstrei-lhe a cartolina correspectiva."

* Extracto do relatório do árbitro Carlos Xistra relativo à apresentação
do cartão amarelo ao jogador Micolli do Benfica.


Extraído Blog http://democraciaemportugal.blogspot.com/

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Pouca Vergonha!!!


O ministério da saúde pela mão do seu ministro prepara-se para mais um corte, desta vez os hospitais mais pequenos vão encerrar as Urgências, e quem sofre com isto, pois está claro, o interior esquecido e ostracizado, pois estes pequenos hospitais, situam-se lá, no Portugal profundo. Também os hospitais, soube-se hoje, estão a negar cuidados aos doentes de “Esclerose”, alegando falta de verbas, e que estes merecem cuidados muito caros, e os hospitais, carenciados de fundos e verbas não garantem cuidados a estes doentes. Só tenho, duas palavras, NOJO, desta escumalha que nos governa e, RAIVA desta gente que á lei do controle orçamental, á “ceguinha seja eu”, corta a torto e a direito sem olhar aos mais desfavorecidos e doentes deste país. Deixem-se de hipocrisia e comecem a trabalhar em condições, pois é para isso que lhes pago, eu e todos os contribuintes deste país. É uma POUCA VERGONHA!!!
"Ó Rosa tu não cumprendes!"

domingo, dezembro 03, 2006

Música, Rádios e o “Pimba”.


Enquanto escrevo estas linhas, ouço música, por acaso o que toca neste momento, numa rádio paga por nós todos, os contribuintes deste país, é música estrangeira, ou seja, cantada em inglês, sendo esta “Pimba”, ou não, pois a maioria das pessoas, não entendendo a letra, nem sabendo a sua origem, pode decifrar se é “Pimba” ou não. Mas afinal o que é a música “Pimba”? É um género? Não, a música dita ”Pimba”, só surgiu com esse nome devido ao Emanuel e o seu famoso “Nós Pimba”, e depois toda a música Popular, que se fez em Portugal, se passou a denominar assim, devido aos tais 3 acordes com que muitas vezes é composta, e devido ás letras brejeiras com que é escrita. Eu acho que as rádios portuguesas, especialmente as pagas com os nossos impostos, deviam passar 99% de música portuguesa, e assim fazer com que esta fosse divulgada ao mundo e principalmente a todos nós. Para passar música estrangeira, ficava assim a cargo das rádios dependentes de publicidade, e nós todos ganharia-mos com isto. Gosto de todos os estilos de música, desde que seja bem feita, e não tenho qualquer preconceito com isso, vivo com mudanças de estado de espírito como qualquer comum dos mortais, e a música “Pimba “ ou não, enriquece-o, mas o povo português, associa o preconceito, à música popular, e ao sucesso fácil de músicas com falta de bom gosto. Isso para mim é discutível, o que é certo para mim, é que toda a gente lá no seu íntimo, gosta e ouve, música popular. Eu dou exemplos. Na queima das fitas quem são os artistas mais convidados (Emanuel, Quim Barreiros, Nel Monteiro, José Malhoa, Etc.); no autocarro, a rádio, uma das que toca 99% de música portuguesa no grande Porto, e vive de publicidade, toca a música, “Baile de Verão” do José Malhoa, e a gente vê as pessoas a bater o pé muito ao de leve, como se tivessem vergonha de estar a gostar da dita melodia. Não sou advogado dos cantores e compositores portugueses, mas eu andei muito por Espanha durante 8 meses, e só ouvi uma música portuguesa e 99% da música das rádios, que lá passa é Espanhola. Vamos acabar com estes preconceitos estúpidos, e vamos ouvir mais a nossa música, desde o folclore, ao fado passando pela música ligeira, e o Rock. Eu já faço a minha parte, e para breve vou começar a postar no meu blog, música portuguesa com força. Viva música Portuguesa!
"Ó Rosa tu não cumprendes!"

quarta-feira, novembro 29, 2006

Condomínios ou “Ilhas ao Alto”.


Lembro-me, quando era pequenino, de haver, junto da casa da minha avó materna, as denominadas “Ilhas”, que não eram nada mais nada menos, que pequenas habitações, todas juntinhas, aglomerados de telhados em chapas de Zinco, construções clandestinas muitas delas, mas com muito boa gente alia viver, outras nem por isso. Como dizia a música dos GNR, «...vivo numa ilha, sem calor tropical, a fauna é variada, demografia acidental, não é rodeada por água, e tem lama no Natal, quem a rodeia por vezes é a força policial...». Ora como tudo na vida evolui, estas chamadas “Ilhas” também evoluíram, deram aso aos condomínios, que em tudo são as ditas. Só altera, porque existe alguma, eu digo alguma porque é mesmo escassa essa legislação, que leva a situações algo embaraçosas, e a “guerras” despropositadas. A sociedade moderna, adora este tipo de habitação, pois só desta forma se consegue viver em grande parte perto dos meios urbanos, pois crescer em altura é sempre diferente de crescer em largura. Ora a nossa sociedade de consumismo, desesperada de centros comerciais, devoradora de montras, e stressante, apenas se contenta com esta tipologia habitacional. Ocorrem coisas engraçadas e algo rocambolescas, que acabam por condicionar a vidas a estes condóminos, e eu vou dar um exemplo que por se ter passado comigo, não deixa de ser interessante. Em 1998, comprei um apartamento usado (2 anos), o prédio fora construído em 1996, financiado pela banca, tipo 2, ultimo andar, vistas magnificas sobre a invicta, e começou o meu martírio. Eu nunca tinha vivido em semelhante, aglomerado habitacional, era tudo novidade, 8 condóminos por entrada, 5 entradas, lojas por baixo, lugar de garagem e arrumos. Fui logo no início enganado pelo filho do construtor, que me disse ser um o lugar de garagem e 3 anos mais tarde vim a saber era outro, pacificamente se resolveu, e tudo voltou ao normal, mas o mais grave estava para vir, é que, segundo as pessoas que ali moravam, as lojas não pagavam condomínio por não saber a quem, devido a todas as entradas reclamarem o dito. Aqui o construtor, se a lei o previsse, devia ser chamado á capa, mas não, ele está-se perfeitamente borrifando, e nós temos de gastar rios de dinheiro em tribunais e estes funcionam lindamente, no nosso país, não obstante, as lojas constantemente fugirem ao pagamento. Mas há ainda outras situações mais, que por escassez de tempo as aqui não digo. Deixo apenas estes conselhos a quem quiser comprar casa em condomínios, ou em andares, moradias, etc.

1. Tenham em atenção, que deverão ver sempre a planta total, e particular do objecto da compra.
2. Certifiquem-se das contas do condomínio, se for o caso de ele já existir, ou se for novo o andar, de que o empreiteiro já o constituiu no âmbito da propriedade horizontal, pois é o ser dever.
3. Cuidado com as falsas promessas, tipo parabólicas e outras que mais.

Estes são os principais, embora haja outros relacionados com o imóvel, mas que para efeitos de condomínio pouco adianta.
O estado quer lá saber desta situação, demora na resolução dos problemas e legisla mal, e não fiscaliza os empreiteiros que constróem á balda. Espero ter contribuído para algo com este post.
"Ó Rosa tu não cumprendes!"

segunda-feira, novembro 20, 2006

Ainda as SCUT!!!


Hoje veio a lume mais uma controvérsia, que ao ser verdade nos hipotecará, a nós contribuintes, na panóplia de políticas sanguessugas dos monopólios capitalistas que mandam neste jardim quase seco. A ideia de prolongar de 30 para 50 anos o pagamentos das SCUT, vem por si só atrofiar a cabeça de nós todos, porque ao ser verdade, a parceria para as ditas de Governo/Privados, será feita com uma nova renegociação dos valores aumentando os próprios, no caso do prolongamento, em mais 27% o seu custo final, e mais uma vez aí está o Zé Povinho a pagar. Ora quem fez esses contratos iniciais, foi o próprio governo, que agora diz a factura estar a ser pesada para os cofres do estado, sinceramente, basta de vilanagem, cambada de abutres sem escrúpulos! Tenham vergonha! E nós a ver a banda a passar. Raios partam isto! Cada vez tenho mais nojo destes Energúmenos.
"Ó Rosa tu não cumprendes!"

sábado, novembro 18, 2006

“Ás Moscas!”


No outro dia, dei comigo a pensar, será que a UEFA, tem tanto poder assim sobre os países organizadores dos EUROPEUS e dos MUNDIAIS? A respostas é óbvia, claro que tem, senão vejamos:
O EURO2004, aqui em Portugal, foi de facto a prova cabal disso mesmo, porque houve efectivamente estádios feitos para estarem cheios de gente e outros não. Como exemplo dou alguns:
- NOVA CATEDRAL; ESTÁDIO DO DRAGÃO; BESSA XXI; DOM AFONSO HENRRIQUES; CIDADE DE BRAGA; CIDADE DE COIMBRA. Estes foram feitos para estarem cheios, ou pelo menos para receberem muitos adeptos.

- ESTÁDIO DO ALGARVE; MUNICIPAL DE AVEIRO; ALVALADE XXI; MUNICIPAL DE LEIRIA. Estes foram para estar ás moscas.

Eu digo que estes últimos foram para estar ás moscas, porque estão de facto ás moscas, exceptuando o ALVALADE XXI, mas veja-se pela coloração das cadeiras, tricolores que dão a sensação de “Full house”, quando na verdade é ilusão de óptica. E quanto dinheiro foi lá gasto? Foi por imposição da UEFA, que se construíram tantos estádios de futebol, para depois passado o EURO2004, estarem de facto vazios meses a fio. O nosso país tem dado efectivamente passadas maiores que as pernas, e foi com pompa, com alegria, e entusiasmados que ficamos, quando foi atribuída a Portugal a organização do EURO, mas não foi mais do que um arranjo de vida para muitos dos nossos sanguessugas, que proliferam a todo o vapor nos meandros da política e futebol, sendo claro, ao contrário do que muitos querem fazer parecer, que FUTEBOL e POLÍTICA andam cada vez mais de mão dada.
"Ó Rosa tu não cumprendes!"

quarta-feira, novembro 15, 2006

Conjuntura económica, o bode expiatório para as empresas!


No início do corrente ano, a empresa onde trabalho, um grupo forte e sólido, reuniu com os trabalhadores, e comunicou-lhes que face à conjuntura económica nacional e internacional, não permitia a esta aumentar os salários, e que teria mesmo de cortar em despesas, para assegurar alguns postos de trabalho. Foram dadas directrizes aos gerentes das filiais, nesse sentido, o que todos nós, os trabalhadores da mesma, sofremos com esses cortes, e com o não aumento dos respectivos vencimentos. Constatei, mais tarde, que chefes de secção continuavam a levar os prémios mensais de produção. Foram feitos investimentos em equipamento informático a nível nacional na ordem dos milhares de contos, melhorando é certo as condições de trabalho, algum deste investimento era e ainda é despropositado, devido ao facto de muito do equipamento ser actual. Foram dadas viaturas novas, aos vendedores, algumas nem sequer um ano tinham, mas aqui foi a necessidade, segundo a administração, de se matricularem carros, visto ser uma empresa do ramo, para depois se manipularem os números em vendas anuais, como é praxe no nosso país. Constatei também que em nenhum destes meses passados, ficou aquém dos objectivos traçados pela administração, em termos de volume de vendas, tendo em certos meses, na sua maioria, ultrapassado em grande escala esses valores. Posto isto, e quero com isto constatar o seguinte:

A maioria das empresas, grandes e médias, tem como “bode expiatório” a crise, para retirar direitos e garantias aos trabalhadores, e não foi só na minha que isto aconteceu. Tenho a certeza de que não.

O sacrifício, segundo estes senhores deveria ser para todos, sem excepção, mas não, mais uma vez o mar bate na Rocha e quem se lixa é o mexilhão, porque os chefes e os gerentes continuam a levar balúrdios ao final do mês para casa.
O meu filho, pediu-me para o inscrever na natação, e eu com franqueza lhe disse, que não, mas ele insistiu e eu perguntei-lhe:
- Olha lá, a natação pode-se pagar com melhorias de condições de trabalho, e com carros novos, que foram dados aos vendedores?
Ele sem entender, pois a sua cabecinha ainda não atinge estes problemas, a bem da sua saúde mental, disse-me:
- Não, papá! Custa 25€ a inscrição, mais 25€ a mensalidade.
Ou seja, todos entes investimentos que descrevi anteriormente, não serviram de nada a mim nem serviram de nada ao meu filho, e aos meus colegas, e aos filhos deles, serviu sim à empresa.

Moral da história, é lógico que inscrevi o meu filho na natação, afinal sempre são menos uns cafés no final do mês, que não se tomam. Mas se eu pude fazer essa vontade ao meu filho, para bem da sua saúde, também os há que o não poderão fazer, e isto meus amigos é apenas um exemplo, porque até há em casos extremos quem deixe de comer, sim de comer porque estas políticas são de mentira, são demagogas e desprezam os trabalhadores, discriminando-os negativamente.
Beezzblogger

sábado, outubro 28, 2006

Novas medidas do Governo Sócrates



À SEMELHANÇA DAS MATERNIDADES, O GOVERNO PREPARA-SE PARA ENCERRAR AS MORGUES

Encerramento de morgues obrigam portugueses a ir morrer a Badajoz "Vão morrer Longe" é o nome de uma nova medida anunciada pelo Governo. Depois do encerramento das maternidades, o Ministério da Saúde prepara-se para mandar fechar as morgues onde não morrem entre um mínimo de 1500 mortos por ano. É o caso da morgue do Hospital de Santo Tirso onde, de acordo com o ministro Correia de Campos, "o número de mortos é ridículo!". A população está naturalmente preocupada e as reacções não se fizeram esperar. "É uma vergonha!", confidenciou Américo Jacinto, de 82 anos, "tenho de ir morrer a mais de 60 quilómetros daqui! Agora diga-me se isto dá jeito a alguém".
Concentrados esta manhã à porta da morgue, os populares garantiram que vão fazer tudo para aumentar o número de mortes na cidade. "Nem que tenha de me matar! A mim e à minha família toda! Ouviram?! Eu mato-me já aqui!", ameaçou uma senhora, antes de se regar com gasolina.

"Ó Rosa Tu não cumprendes...!"

sexta-feira, outubro 27, 2006

Sócrates contra a Esquerda


No comício de campanha pela liderança do PS, o Ex-ministro Jorge Coelho, atacou a esquerda, nomeadamente o PCP, de estar por detrás das constantes “Vaias” ao Sr. Sócrates, aquando das suas deslocações pelo país, em campanha aberta pela sua candidatura a secretário geral do PS. O Jorge Coelho, disse-o em tom de acusação, e o Primeiro ministro subscreveu por baixo e assinou, ora estes senhores, querem fazer passar para a opinião pública que o mal de todos os males, do país estar da forma que está é culpa da esquerda, não deixa de ser curioso, que após mais alguns minutos, fazia apologia deste orçamento de estado, dizendo ser um orçamento Socialista, e segundo eles, são uma parte da esquerda, que se vira de garras afiadas contra a própria esquerda que dizem fazer parte. Também curioso, é o facto de os nossos governantes, estarem constantemente contra a esquerda que dizem fazer parte, e sistematicamente em sintonia com o direita e de extrema direita, tal a panóplia de políticas aplicadas e reformas, que os satisfaz, aos de direita, plenamente. Já começa a cansar estas demagogias Socialistas, que não passam de uns mandaretes do capitalismo, e sendo de esquerda estes mandaretes, deviam de uma vez por todas ouvir mais á esquerda, e deixar a direita, que quando vai para o governos nos lixa forte e feio. As maiorias absolutas transformam-se rapidamente em autismo. Teremos mais tarde ou mais cedo outra maioria, do PSD, ou em coligação, tudo é possível, e estes senhores irão com certeza contestar, as políticas desses senhores, quando no momento são as mesmas por eles próprios praticadas.
“Ó Rosa tu não cumprendes...!”

segunda-feira, outubro 23, 2006

Impostos a quanto obrigas...


Hoje, fiquei indignado com uma notícia no Jornal da Noite da SIC, em que dizia que o ministério das finanças concedeu um "perdão fiscal" á banca, em termos de IRS e IRC, e chamou a este perdão, "repor a legalidade", pois claro em matéria de legalidade as nossas leis só são mudadas, quando é para mexer nos bolsos dos pobres e defavorecidos, porque no que toca aos capitalistas sanguessugas, inergumenos deste país, não se muda a lei, repõe-se a legalidade, isto de mim só merece um comentário:
- Estamos f******, tramados mesmo!!!! Enquanto houver maioria absoluta, defendendo os interesses capitalistas, vamos levar no corpo e nos bolsos, todos os dias das nossas vidas, votem votem, agora é para outra maioria mas do PSD, e assim se vai andando de alternância em alternância, de PS e PSD, e nós a levar no corpo...
"Ó Rosa tu não cumprendes!"

domingo, outubro 22, 2006

scut, scut, scut, andem a pé e a pedir


Árvore, Vila do Conde, hora de ponta uma motorizada serpenteia a fila de trânsito e leva a bordo um casal feliz e de patente lusitana, ele a guiar, ela atrás e um petiz no meio. Todos sem capacete! (JN 21/10/2006)
É este o cenário que os automobilistas vão deparar quando a IC1 for só para ricos, sim porque poucos são os moradores desta zona litoral que poderão pagar 2,20€ por dia 5 (cêntimos por quilometro) para trabalhar na invicta e voltar á noite.
Então vejamos: as escolas só garantem a guarda do aluno até ás 17.30 depois os pais que trabalham terão que pagar, na melhor das hipóteses 100.00€ para garantir um centro de estudo até ás 19.00 horas. Quantas pessoas podem pagar estes 100.00€ e mais 50.00€ de portagens?
Poucos. Será mais fácil acotovelarem-se no centro de emprego local.

E o metro? dirão alguns...
Povoa de Varzim e Vila do conde, se bem se lembram, foram os locais mais prejudicados pelas obras do "comboio lento". Mal os trabalhos arrancaram foi desactivado o combóio da CP Porto/Póvoa, deixando milhares de pessoas a viajar nos alternativos, (camionetas sem condições onde as pessoas esperavam no Viso longas horas para arranjar um lugar). Apareceu então o "pseudo metro" que demora mais tempo que o combóio é muito mais caro e só serve as populações do centro da Póvoa e Vila do Conde, porque, passa onde o combóio passava, com passagens de nível, longe das freguesias e da nacional 13. e incrível, passa a 100m de um centro comercial (que emprega centenas de pessoas) sem uma paragem...

Uma viagem de automóvel entre a Póvoa de Varzim e o Porto demora mais do dobro do tempo se o condutor tiver de optar pela estrada nacional, em vez de auto-estrada. O automobilista que for pela A28 de manhã para o Porto rápido se apercebe que cometeu um erro pois pagou a portagem e ao chegar á ponte de Leça depara-se com uma fila de trânsito até á VCI.

Então para quê pagar?
Esta zona do País já está farta de suportar os excessos da capital, das 7 scuts só 3 no norte é que foram citadas. Paços de Ferreira para onde se demorava uma hora desde o Porto, zona rural e de pequenas empresas. Estarreja zona fustigada pelos transportes pesados e até perigosos onde a A29 retirava esses veículos da N109. E finalmente a IC1 (recuso-me a chamar-lhe A28) a região mais fustigada pelo desemprego do Vale do Ave mais castigada pelas obras do Metro e com freguesias onde nem água e saneamento chegaram em pleno século XXI...

Perante este cenário o povo não se manifesta?

"Ó Rosa tu não cumprendes"