terça-feira, fevereiro 27, 2007

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Adeus á carne (carnevale)


O médico e cientista Sueco Jacobson afirma que não existe rotura alguma entre a vida e a morte, porque no momento da grande passagem, instaura-se imediatamente a continuidade da vida, ficando o defunto com a sensação de que se salvou do acidente, da doença ou daquilo que o fez falecer. Quantos de nós já não morreram e enquanto as nossas famílias nos choram, na outra dimensão, cá continuamos depois daquele susto, daquela ultrapassagem mal calculada. Nem depois de morrer nos safaremos das dívidas!...
A vida (ou a alma) pesa, segundo o cientista, 21 gramas é a diferença de peso entre um vivo e um morto. Tem sempre o mesmo peso quer se trate dum magricela ou dum anafado senhor, daqui resulta a igualdade perante a morte. Quanto ao corpo inanimado dum indivíduo que pese 70 kg tem: uma quantidade de água suficiente para lavar duas camisas, ferro suficiente para fazer um prego dos grandes, cal bastante para caiar a casota de um cão pequeno e uma quantidade de enxofre que daria para matar as pulgas desse cão. Tudo isto valeria pouco mais de 1 Euro.
Como ficou provado que ao morrer não te livras das dívidas e o teu corpo não vale mais de um Euro, o melhor é aproveitar ao máximo as 21 gramas que tens ainda e GOZA O CARNAVAL.

sábado, fevereiro 03, 2007

Portogaliza...


Temos de deixar de olhar para baixo, e reparar que a Galiza será a alternativa para a área metropolitana do Porto e Norte de Portugal. Abandonar o bairrismo exacerbado, ignorar o centralismo da capital e os seus governantes com discursos doutorados que nos olham com desdém e de sorriso sarcástico nos lábios, como quem olha para um parvo que disse algo acertivo.
O governo quer pôr mão na Metro do Porto congelou os fundos comunitários para o términos da linha de Gondomar e Boavista, mas deixa que o metropolitano da capital dê prejuízo de 440 mil euros por dia 160 milhões de euros por cada exercício de actividade com um passivo de 3.300 milhões de euros, 2.2% do PIB nacional o custo total da implementação do Metro do Porto. O aeroporto da OTA e o TGV Lisboa Madrid vêm apimentar mais os números.
Com o alto desemprego no vale do Ave, Guimarães e as zonas periféricas de Traz os Montes e Alto Douro, o Norte de Portugal só é lembrado nas campanhas eleitorais. Qualquer profissional desta zona de Portugal ganha menos 10% que um da grande Lisboa. A maioria das empresas com armazéns no norte, a sua frota é comprada aos concessionários da capital, o imposto municipal de circulação é lá pago e as sedes como também são localizadas em Lisboa, os nossos impostos e a nossa produtividade são lá contabilizados!
Devido a estas e outras circunstâncias as pessoas do Norte são tratadas como parvos e postas em causa devido ao seu discurso corrosivo, que toca nas feridas do país, dou o exemplo de alguns notáveis: Fernando Gomes, Narciso Miranda, Luís Filipe Menezes, Mário de Almeida, Major Valentim Loureiro, Pinto da Costa, etc.
Em suma como homem do Norte tenho também a minha opinião que causa desconforto, mas aqui vai. O Lisboeta é um presunçoso que se acha mais inteligente que os outros, trata o Algarvio como seu criado, o Alentejano como ignorante e o Nortenho como o burro que trabalha para o seu conforto. A preguiça e os copos na noite são o seu forte, é viciado em gastar dinheiro, pois não lhe custa a ganhar, a família é só para pedir dias quando o puto está doente. E não podia falar nesta dicotomia sem aflorar o futebol, aí é ainda mais gritante, e eu não posso ser suspeito devido á minha simpatia clubista, o jogador quando chega ao Benfica pensa: “ora aqui é que se está bem já não é preciso provar nada”. Os clubes do Sul são o espelho das suas gentes calaceiros, vedetas, intocáveis qualquer treinador não tem futuro e não dura muito nestes clubes.

A Galiza sempre nos tratou de igual para igual, somos terra a terra temos as mesmas preocupações ambos trocamos os Vês pelos Bês, e acima de tudo mantemos o núcleo familiar unido, ainda vivemos para o nosso trabalho e para a família. Portugal está a deixar fugir entre os dedos os grãos de ouro e no fim ficará com as pedras bem falantes e idiotas.
"Ó Rosa tu não cumprendes!"